O construtivismo apresenta-nos os processos mentais nos seus elementos mais simples (sensações, ideias), a fim de descobrir as suas combinações e conexões no sistema nervoso e as estruturas que com eles estavam relacionados. Foi designada por concepção estruturalista, dado que o seu objectivo era o estudo da estrutura da consciência.
Wundt apresenta os processos mentais conscientes como objecto de estudo e a introspecção controlada como método. Procura identificar os elementos básicos da consciência – as sensações. Ao sabermos o modo como se combinam as sensações, identificaremos a estrutura da actividade consciente.
Por outro lado, o behaviorismo define o comportamento (behavior) como um conjunto de respostas observáveis a estímulos igualmente observáveis provenientes do meio.
Somos totalmente condicionados pelo meio [R = f (S) – as respostas em função das situações]. Alterando as situações que condicionam o comportamento podemos modificá-lo. O estabelecimento de leis do comportamento resulta do estudo das variações das respostas em função da situação. O psicólogo, conhecendo o estímulo, deverá ser capaz de prever a resposta e se conhecer a resposta deverá poder identificar o estímulo. Watson considera que a existência de factores hereditários é irrelevante e que os factores do meio são determinantes no desenvolvimento da criança.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Actualização...
Em vista a melhorar a qualidade das nossas publicações do blogue decidimos postar algumas considerações mais explicativas da matéria leccionada, ou seja, uma apresentação mais teórica, em que está ausente a opinião do grupo, mas que de certa forma se completa com as publicações anteriormente publicadas.
Esperamos que vos seja útil,
O grupo de trabalho
Esperamos que vos seja útil,
O grupo de trabalho
domingo, 29 de maio de 2011
Conclusão...
Em todas as
publicações foi nossa principal preocupação expor toda a matéria leccionada ao
longo do semestre, mas também publicar a opinião do grupo relativa a cada um
dos temas leccionados. Em todas elas, implícita ou explicitamente está a
opinião de cada um de nós, o que consideramos ser mais correcto, mais
importante ou mais relevante na aprendizagem e interiorização dos vários pontos
abordados ao longo do semestre, não excluindo o facto de essa selecção ser
muito subjectiva, ou seja, não é igual para todos, desde já demonstramos total
disponibilidade para todas as opiniões ou críticas que possam surgir, com o
intuito de melhorar e evoluir cada vez mais.
Deixamos também uma
palavra de apreço á professora Cláudia Dias, pela iniciativa da criação deste
blogue que só beneficia os alunos, não só em termos de avaliação, mas também no
desenvolvimento das suas capacidades cognitivas, de compreensão e
interiorização da matéria leccionada.
A todos os
visitantes deste blogue só esperamos que toda a informação aqui exposta vos
seja útil e vos ajude acima de tudo.
Só nos resta dizer
que foi um prazer criar este blogue e actualiza-lo, e que se tornou uma valiosa
ajuda para todos os elementos do grupo.
Cumprimentos de
todos nós,
Tiago Pereira Fernandes
1ºF
Tiago Almeida
Fernandes 1ºF
Tiago Pina 1ºF
Mário Magalhães 1ºE
Estádios de desenvolvimento...
Na aula de Psicologia do Desenvolvimento do dia 26
de Abril falamos sobre os estádios de Freud e de Erickson. Segundo Freud,
existem cinco estádios de desenvolvimento psicossexual: Oral; Anal; Falácio;
Latência e Genital. Em contrapartida, Erickson fala em oito estágios de
desenvolvimento psicossocial: Confiança/Desconfiança; Autonomia/ Dúvida e
Vergonha; Iniciativa/Culpa; Indústria/Inferioridade; Identidade/Confusão de
Identidade; Intimidade/Isolamento; Generatividade/Estagnação e
Integridade/Desespero.
Contudo há uma pequena diferença entre estes dois estádios de desenvolvimento. Para Freud é um desenvolvimento psicossexual e para Erickson é um desenvolvimento psicossocial.
O grupo, por uniformidade concordou que os estádios de desenvolvimento de Erickson são mais “completos” pois abrange o ciclo de vida do ser humano na totalidade, ou seja, desde a nascença do ser humano até à fase terminal da vida, ao contrário de Freud que apenas fala do desenvolvimento do ser humano até a puberdade. É verdade que o desenvolvimento psicossexual atinge um auge, mas depois acaba por entrar em decadência, como tudo na vida e é ai que está a diferença.
Freud não faz distinção a partir da puberdade, dando a ideia de que desde a puberdade até à idade idosa é tudo igual. Erickson até ao quinto estádio é semelhante a Freud, acrescentando outros três estádios que fazem parte do desenvolvimento do ser humano a partir da idade adulta. É por isto que o grupo considera os estádios de desenvolvimento de Erickson mais “completos”.
Contudo há uma pequena diferença entre estes dois estádios de desenvolvimento. Para Freud é um desenvolvimento psicossexual e para Erickson é um desenvolvimento psicossocial.
O grupo, por uniformidade concordou que os estádios de desenvolvimento de Erickson são mais “completos” pois abrange o ciclo de vida do ser humano na totalidade, ou seja, desde a nascença do ser humano até à fase terminal da vida, ao contrário de Freud que apenas fala do desenvolvimento do ser humano até a puberdade. É verdade que o desenvolvimento psicossexual atinge um auge, mas depois acaba por entrar em decadência, como tudo na vida e é ai que está a diferença.
Freud não faz distinção a partir da puberdade, dando a ideia de que desde a puberdade até à idade idosa é tudo igual. Erickson até ao quinto estádio é semelhante a Freud, acrescentando outros três estádios que fazem parte do desenvolvimento do ser humano a partir da idade adulta. É por isto que o grupo considera os estádios de desenvolvimento de Erickson mais “completos”.
Piaget e o desenvolvimento...
Cada estádio é definido por diferentes formas do pensamento. A criança deve atravessar cada estádio segundo uma sequência regular, ou seja, os estádios de desenvolvimento cognitivo são sequenciais. Se a criança não for estimulada / motivada na devida altura não conseguirá superar o atraso do seu desenvolvimento. Assim, torna-se necessário que em cada estádio a criança experimente e tenha tempo suficiente para interiorizar a experiência antes de prosseguir para o estádio seguinte. Sendo assim, Piaget dividiu o desenvolvimento da criança em 4 estádios, o Estágio Sensório - motor (dos 0 aos 18/24 meses); o Estágio Pré – operatório (dos 2 aos 7 anos), que se subdivide em dois subestádios, o Subestádio do pensamento pré-conceptual (2-4 anos) e o Subestádio do pensamento intuitivo (4-7 anos); o Estágio das Operações concretas (dos 7 aos 11/12 anos) e finalmente, o Estágio das Operações formais (dos 11/12 aos 15/16 anos). Estes estádios podem ser afectados por diversos factores como, a hereditariedade/maturação interna, a experiência física, a transmissão social e a equilibração.
Normalmente, a criança não apresenta características de um único estádio, com excepção do sensório - motor, podendo reflectir certas tendências e formas do estádio anterior e / ou posterior, Ex. uma criança que se encontre no estádio das operações concretas pode ter pensamentos e comportamentos característicos do pré-operatório e / ou algumas atitudes do estádio das operações formais, por isso consideramos que o crescimento é mais qualitativo do que quantitativo e que se caracteriza por grandes saltos em frente, seguidos por períodos de integração, mais do que por mudanças de grau lineares. A criança geralmente pensa de acordo com o estádio apropriado à sua idade, mas por vezes é capaz de um pensamento próprio do estádio seguinte, pois é a criança que está a evoluir por si sem pressões do exterior.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Maturidade
A
idade adulta é ideal para se observar e analisar dois temas
evolutivos relacionados entre si, o curso
da existência humana e a maturidade dessa mesma existência contemplada na sua integridade.
Mesmo
que a idade adulta seja, de certo modo, a regra evolutiva de uma
espécie (também da humana), na psicologia não há a rigor algo como um
protótipo ou modelo normativo de desenvolvimento. As vidas e os
comportamentos de artistas, cientistas, líderes políticos, filósofos ou
escritores são assim pesquisadas e descritas; mas também as de pessoas
não tão relevantes e que, de toda forma, atingiram uma vida proveitosa,
invejável sob muitos ou alguns pontos de vista.
A
psicologia do desenvolvimento costumou assinalar o itinerário
desejável, quando não “normativo” ou ideal, do devir adulto. A partir
dessa orientação, Rogers (1961) considera que a personalidade formada
consiste não num estado, mas sim num processo, o de chegar a ser o
que realmente se é ou o que é igual.
Como
traço da plenitude humana, da personalidade sã e madura na idade
adulta, pode-se assinalar a capacidade de comunicação, de amor, de gozo,
de trabalho; a disposição activa e criativa; a elaboração de um
sentimento da própria identidade, como conquistas de certa “sabedoria de
vida”.
Na
idade adulta tardia, em contrapartida, quando a maior parte desse tempo
fica para trás, já no passado, tal sentimento e tal consciência são
acompanhados principalmente de um traço retrospectivo de memória, que agarra a vida inteira e tenta dar-lhe sentido.
Conforme
a idade avança, vai se tornando predominante a relação com o tempo
pretérito, com a memória e o olhar de amnésia aceitadora da vida.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Desenvolvimento moral...
Em Fortaleza, a desempregada Patrícia Galvão Camelo, de 33 anos e grávida de seis meses, foi solta após três dias presa numa delegacia. O crime de Patrícia foi tentar roubar uma lata de leite.
Presa em flagrante delito antes de consumar o furto, Patrícia disse em depoimento que estava com fome e não tinha dinheiro para pagar o leite.
Não houve qualquer tipo de condescendência e o guarda prendeu-a. Caso este acontecimento não tivesse sido mediatizado, provocando comoção popular, a senhora poderia neste momento estar condenada por furto.
Para Kohlberg a maturidade moral é atingida quando o indivíduo é capaz de entender que a justiça não é a mesma coisa que a lei; que algumas leis existentes podem ser moralmente erradas e devem, portanto, ser modificadas. Assim, segundo o autor, existem três níveis da moralidade, o nível pré-convencional, nível convencional e o nível pós-convencional.
Sendo assim, na minha opinião, o polícia ao tomar conta da ocorrência e ao avaliar correctamente a situação, deveria deixar a senhora partir em liberdade. Ele deveria ser capaz de avaliar o estado em que esta se encontrava e ser capaz de diferenciar este caso dos diversos tipos de roubo. Neste caso a senhora sentiu necessidade em roubar apenas um pacote de leite, para se poder nutrir a si mesma e ao seu feto, para que o seu desenvolvimento não fosse prejudicado. Ela estava apenas a tentar proteger a sua vida e a do seu filho, facto que o policia devia ter considerado prioritário.
Presa em flagrante delito antes de consumar o furto, Patrícia disse em depoimento que estava com fome e não tinha dinheiro para pagar o leite.
Não houve qualquer tipo de condescendência e o guarda prendeu-a. Caso este acontecimento não tivesse sido mediatizado, provocando comoção popular, a senhora poderia neste momento estar condenada por furto.
Para Kohlberg a maturidade moral é atingida quando o indivíduo é capaz de entender que a justiça não é a mesma coisa que a lei; que algumas leis existentes podem ser moralmente erradas e devem, portanto, ser modificadas. Assim, segundo o autor, existem três níveis da moralidade, o nível pré-convencional, nível convencional e o nível pós-convencional.
Sendo assim, na minha opinião, o polícia ao tomar conta da ocorrência e ao avaliar correctamente a situação, deveria deixar a senhora partir em liberdade. Ele deveria ser capaz de avaliar o estado em que esta se encontrava e ser capaz de diferenciar este caso dos diversos tipos de roubo. Neste caso a senhora sentiu necessidade em roubar apenas um pacote de leite, para se poder nutrir a si mesma e ao seu feto, para que o seu desenvolvimento não fosse prejudicado. Ela estava apenas a tentar proteger a sua vida e a do seu filho, facto que o policia devia ter considerado prioritário.
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