quinta-feira, 16 de junho de 2011

Actualização...

Em vista a melhorar a qualidade das nossas publicações do blogue decidimos postar algumas considerações mais explicativas da matéria leccionada, ou seja, uma apresentação mais teórica, em que está ausente a opinião do grupo, mas que de certa forma se completa com as publicações anteriormente publicadas.


Esperamos que vos seja útil,

O grupo de trabalho

domingo, 29 de maio de 2011

Conclusão...

Em todas as publicações foi nossa principal preocupação expor toda a matéria leccionada ao longo do semestre, mas também publicar a opinião do grupo relativa a cada um dos temas leccionados. Em todas elas, implícita ou explicitamente está a opinião de cada um de nós, o que consideramos ser mais correcto, mais importante ou mais relevante na aprendizagem e interiorização dos vários pontos abordados ao longo do semestre, não excluindo o facto de essa selecção ser muito subjectiva, ou seja, não é igual para todos, desde já demonstramos total disponibilidade para todas as opiniões ou críticas que possam surgir, com o intuito de melhorar e evoluir cada vez mais.
Deixamos também uma palavra de apreço á professora Cláudia Dias, pela iniciativa da criação deste blogue que só beneficia os alunos, não só em termos de avaliação, mas também no desenvolvimento das suas capacidades cognitivas, de compreensão e interiorização da matéria leccionada.
A todos os visitantes deste blogue só esperamos que toda a informação aqui exposta vos seja útil e vos ajude acima de tudo.
Só nos resta dizer que foi um prazer criar este blogue e actualiza-lo, e que se tornou uma valiosa ajuda para todos os elementos do grupo.

Cumprimentos de todos nós,

Tiago Pereira Fernandes 1ºF
Tiago Almeida Fernandes 1ºF
Tiago Pina 1ºF
Mário Magalhães 1ºE

Estádios de desenvolvimento...

Na aula de Psicologia do Desenvolvimento do dia 26 de Abril falamos sobre os estádios de Freud e de Erickson. Segundo Freud, existem cinco estádios de desenvolvimento psicossexual: Oral; Anal; Falácio; Latência e Genital. Em contrapartida, Erickson fala em oito estágios de desenvolvimento psicossocial: Confiança/Desconfiança; Autonomia/ Dúvida e Vergonha; Iniciativa/Culpa; Indústria/Inferioridade; Identidade/Confusão de Identidade; Intimidade/Isolamento; Generatividade/Estagnação e Integridade/Desespero.
Contudo há uma pequena diferença entre estes dois estádios de desenvolvimento. Para Freud é um desenvolvimento psicossexual e para Erickson é um desenvolvimento psicossocial.
O grupo, por uniformidade concordou que os estádios de desenvolvimento de Erickson são mais “completos” pois abrange o ciclo de vida do ser humano na totalidade, ou seja, desde a nascença do ser humano até à fase terminal da vida, ao contrário de Freud que apenas fala do desenvolvimento do ser humano até a puberdade. É verdade que o desenvolvimento psicossexual atinge um auge, mas depois acaba por entrar em decadência, como tudo na vida e é ai que está a diferença.
Freud não faz distinção a partir da puberdade, dando a ideia de que desde a puberdade até à idade idosa é tudo igual. Erickson até ao quinto estádio é semelhante a Freud, acrescentando outros três estádios que fazem parte do desenvolvimento do ser humano a partir da idade adulta. É por isto que o grupo considera os estádios de desenvolvimento de Erickson mais “completos”.

Piaget e o desenvolvimento...

Cada estádio é definido por diferentes formas do pensamento. A criança deve atravessar cada estádio segundo uma sequência regular, ou seja, os estádios de desenvolvimento cognitivo são sequenciais. Se a criança não for estimulada / motivada na devida altura não conseguirá superar o atraso do seu desenvolvimento. Assim, torna-se necessário que em cada estádio a criança experimente e tenha tempo suficiente para interiorizar a experiência antes de prosseguir para o estádio seguinte. Sendo assim, Piaget dividiu o desenvolvimento da criança em 4 estádios, o Estágio Sensório - motor (dos 0 aos 18/24 meses); o Estágio Pré – operatório (dos 2 aos 7 anos), que se subdivide em dois subestádios, o Subestádio do pensamento pré-conceptual (2-4 anos) e o Subestádio do pensamento intuitivo (4-7 anos); o Estágio das Operações concretas (dos 7 aos 11/12 anos) e finalmente, o Estágio das Operações formais (dos 11/12 aos 15/16 anos). Estes estádios podem ser afectados por diversos factores como, a hereditariedade/maturação interna, a experiência física, a transmissão social e a equilibração. 

Normalmente, a criança não apresenta características de um único estádio, com excepção do sensório - motor, podendo reflectir certas tendências e formas do estádio anterior e / ou posterior, Ex. uma criança que se encontre no estádio das operações concretas pode ter pensamentos e comportamentos característicos do pré-operatório e / ou algumas atitudes do estádio das operações formais, por isso consideramos que o crescimento é mais qualitativo do que quantitativo e que se caracteriza por grandes saltos em frente, seguidos por períodos de integração, mais do que por mudanças de grau lineares. A criança geralmente pensa de acordo com o estádio apropriado à sua idade, mas por vezes é capaz de um pensamento próprio do estádio seguinte, pois é a criança que está a evoluir por si sem pressões do exterior.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Maturidade

A idade adulta é ideal para se observar e analisar dois temas evolutivos relacionados entre si, o curso da existência humana e a maturidade dessa mesma existência contemplada na sua integridade.
Mesmo que a idade adulta seja, de certo modo, a regra evolutiva de uma espécie (também da humana), na psicologia não há a rigor algo como um protótipo ou modelo normativo de desenvolvimento. As vidas e os comportamentos de artistas, cientistas, líderes políticos, filósofos ou escritores são assim pesquisadas e descritas; mas também as de pessoas não tão relevantes e que, de toda forma, atingiram uma vida proveitosa, invejável sob muitos ou alguns pontos de vista.
A psicologia do desenvolvimento costumou assinalar o itinerário desejável, quando não “normativo” ou ideal, do devir adulto. A partir dessa orientação, Rogers (1961) considera que a personalidade formada consiste não num estado, mas sim num processo, o de chegar a ser o que realmente se é ou o que é igual.
Como traço da plenitude humana, da personalidade sã e madura na idade adulta, pode-se assinalar a capacidade de comunicação, de amor, de gozo, de trabalho; a disposição activa e criativa; a elaboração de um sentimento da própria identidade, como conquistas de certa “sabedoria de vida”.
Na idade adulta tardia, em contrapartida, quando a maior parte desse tempo fica para trás, já no passado, tal sentimento e tal consciência são acompanhados principalmente de um traço retrospectivo de memória, que agarra a vida inteira e tenta dar-lhe sentido.
Conforme a idade avança, vai se tornando predominante a relação com o tempo pretérito, com a memória e o olhar de amnésia aceitadora da vida.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desenvolvimento moral...

Em Fortaleza, a desempregada Patrícia Galvão Camelo, de 33 anos e grávida de seis meses, foi solta após três dias presa numa delegacia. O crime de Patrícia foi tentar roubar uma lata de leite.
Presa em flagrante delito antes de consumar o furto, Patrícia disse em depoimento que estava com fome e não tinha dinheiro para pagar o leite.
Não houve qualquer tipo de condescendência e o guarda prendeu-a. Caso este acontecimento não tivesse sido mediatizado, provocando comoção popular, a senhora poderia neste momento estar condenada por furto.

Para Kohlberg a maturidade moral é atingida quando o indivíduo é capaz de entender que a justiça não é a mesma coisa que a lei; que algumas leis existentes podem ser moralmente erradas e devem, portanto, ser modificadas. Assim, segundo o autor, existem três níveis da moralidade, o nível pré-convencional,
nível convencional e o nível pós-convencional.

Sendo assim, na minha opinião, o polícia ao tomar conta da ocorrência e ao avaliar correctamente a situação, deveria deixar a senhora partir em liberdade. Ele deveria ser capaz de avaliar o estado em que esta se encontrava e ser capaz de diferenciar este caso dos diversos tipos de roubo. Neste caso a senhora sentiu necessidade em roubar apenas um pacote de leite, para se poder nutrir a si mesma e ao seu feto, para que o seu desenvolvimento não fosse prejudicado. Ela estava apenas a tentar proteger a sua vida e a do seu filho, facto que o policia devia ter considerado prioritário.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Projecto Milwaukee

“Milwaukee Project” foi um projecto criado em 1960, que tinha como principal objectivo estudar os efeitos da estimulação intelectual nas crianças que viviam em ambientes hostis, com a finalidade de melhorar o seu QI e aproveitamento escolar.
Num estudo realizado pelo professor Rick Heber da universidade de Wisconsin, principal obreiro do projecto, verificou-se que os residentes de uma determinada zona de Milwaukee tinham uma taxa de educação muito baixa. Esta zona representava 3% da população da cidade, onde 33% das crianças eram consideradas mentalmente atrasadas.
Com base nesses resultados, Heber seleccionou 40 novos nascimentos na zona e verificou que todas as mães tinham um QI inferior a 80 e na maior parte dos casos o pai estava ausente.
Esses nascimentos foram submetidos a uma experiência, onde foram criados um grupo experimental e um grupo controlo. No grupo experimental, as mães receberam educação e reabilitação vocacional e as crianças foram integradas em centros de estimulação infantil, para desenvolveram a linguagem e as habilidades cognitivas. No grupo controlo encontravam-se as crianças e as mães da mesma zona, mas que não forma submetidas a qualquer teste ou estimulação.
Quando as crianças atingiam os 6 anos o programa terminava e elas eram integradas novamente nas escolas locais.
Ao fim desses 6 anos as crianças do grupo experimental foram submetidas a vários testes e verificou-se que o seu QI era de 120, maior que as crianças da mesma idade do grupo de controlo que tinham QI de 87.
Aos 10 anos de idade realizou-se novamente os mesmos testes e verificou-se que o QI do grupo experimental diminuiu para os 105 e o QI do grupo de controlo para os 85. Quando as crianças abandonaram o programa, os seus QI começaram a diminuir.
Com estes resultados o projecto adquiriu bastante sucesso na imprensa e foi reconhecido por grandes psicólogos mundiais. Contudo, mais tarde Heber foi acusado de desviar fundos do projecto para seu benefício próprio, e estes resultados acabaram por não ser publicados, facto que não impediu o seu sucesso, pois foram utilizados em vários trabalhos e documentos da psicologia e da educação.